quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Sheena is a Punk Rocker

Quando tinha doze para treze anos achava que quando estivesse prestes a fazer vinte eu já teria rodado o mundo todo numa kombi psicodélica, com um bando de amigos sem noção, gritando “abaixo a repressão” por todos os cantos que passasse.Não que eu não queira mais fazer isso, é que na verdade aconteceu o oposto.
            Eu, com treze anos, não conversaria comigo aos quase vinte. Estudante de Publicidade e Propaganda, aqueles trinta segundos irritantes. Irritantes. Foi descobrindo como era mais legal passar trinta segundos diante de um anúncio do que quinze minutos diante do cara gordo berrando tela à fora, que me joguei nesse maravilhoso mundo sem volta. E venho me apegando à área a cada dia que passa, vou grudando nela como velcro e não há pepsi - cola ou coca-cola, que venda uma idéia melhor para minha vida. Ou o resto dela.
Aí, quando fiz quinze anos, me sentindo madura o suficiente para começar uma carreira rock’n’roll (o que deveria ter dado certo, por que madura eu não era – afinal, quem é do rock roooooock mesmo manda o ‘madurismo’ pra p$%&¨****&¨¨#@ !), gritava “No future, no future for me!” enquanto arranhava a guitarra que pegava emprestado e sempre devolvia com uma corda a menos. Coitada da Dona Vânia, que sacrificava seu domingo no estúdio. Mas pelo menos rendia um trocado para ela. E como dizem os amigos da velha guarda: “Dona Vânia é capitalista”.
E quem não é?
Ó poderoso Joey, Johnny, Dee Dee, Vicious and Cia. que estais no céu, será que vou virar bolor?

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